Ao longo de mais de três décadas na música, passei por dezenas de instrumentos, amplificadores, pedais e sistemas de palco.
Alguns vieram e foram embora. Outros se tornaram parte definitiva da minha identidade sonora.
Nesta página compartilho os instrumentos e equipamentos que marcaram minha trajetória, os que utilizo atualmente em shows e gravações, e um pouco da história por trás de cada escolha.
Porque, para mim, equipamento nunca foi apenas uma questão técnica — cada instrumento carrega uma fase, uma banda, uma gravação ou uma lembrança importante da estrada.
2007
2011
2015
Parte dos instrumentos que passaram pelo meu setup ao longo dos anos. Alguns continuam comigo até hoje;
outros fizeram parte de momentos específicos da minha trajetória musical.
Como muitos músicos, sempre gostei de experimentar novos instrumentos, timbres e configurações. Ao longo dos anos, baixos, pedais e amplificadores passaram pelo meu setup, ajudando a moldar diferentes fases da minha carreira.
Alguns desses equipamentos ficaram pelo caminho. Outros permanecem comigo até hoje e continuam presentes nos palcos, estúdios e projetos que desenvolvo atualmente.
Abaixo estão os instrumentos que fazem parte do meu setup atual, acompanhados de suas especificações e um pouco da história de cada um deles.
BassCollection SB311
Comigo desde: 1998
Captação: SGC Nanyo P + J
Circuito: Ativo
Afinação atual: Meio tom abaixo com Drop Db
Meu primeiro baixo profissional e um dos instrumentos mais importantes da minha trajetória.
Adquirido em Curitiba em 1998, foi o baixo que me acompanhou durante praticamente toda a fase da Base Livre, Peixe Coco e diversas gravações realizadas entre 1999 e 2005. Naquela época era utilizado em afinação padrão e se destacou pela versatilidade, conforto e pela combinação P+J, que permitia transitar facilmente entre diferentes estilos.
Mesmo após a chegada de diversos outros instrumentos, continua presente no meu setup. Atualmente permanece dedicado às afinações mais baixas utilizadas em projetos específicos, especialmente com a Jam In The Box.
BassCollection SB315
Comigo desde: 2005
Captação: SGC Nanyo Jazz Bass
Circuito: Ativo
Afinação atual: Meio tom abaixo
O SB315 foi meu primeiro baixo de 5 cordas e rapidamente se tornou meu instrumento principal.
Inicialmente utilizado em afinação padrão, passou a ocupar espaço em projetos que exigiam maior extensão de graves. Foi amplamente utilizado com a POTS e posteriormente se tornou o principal instrumento da minha entrada na Uskaravelho.
Entre os baixos que possuo, sempre foi o instrumento com a resposta mais limpa e brilhante, excelente para técnicas de slap e passagens mais articuladas. Mesmo após a chegada de outros baixos, continua sendo uma peça importante do meu arsenal e atualmente é utilizado principalmente nos trabalhos que exigem afinações mais baixas.
Ernie Ball
Musicman StingRay 5
Comigo desde: 2018
Captação: Seymour Duncan (modificado)
Circuito: Ativo
Afinação: Standard
Adquirido usado em 2018, o StingRay chegou para ocupar um espaço diferente dentro do meu setup.
Embora também seja utilizado ao vivo, é nas gravações que ele costuma brilhar. Seu timbre forte, definido e extremamente presente faz dele uma excelente escolha para registros em estúdio e produções que exigem maior destaque do contrabaixo na mixagem.
É um instrumento de personalidade marcante e que complementa perfeitamente os demais baixos da coleção.
Fender Modern Player
Jazz Bass V
Comigo desde: 2015
Captação: Humbuckers Fender
Circuito: Passivo
Afinação: Standard
O Fender Modern Player foi amor à primeira tocada.
Desde que chegou ao setup em 2015, tornou-se meu instrumento principal para apresentações ao vivo. Sua combinação de conforto, versatilidade e personalidade sonora faz dele o baixo que mais utilizo atualmente.
A chave seletora de quatro posições oferece diferentes combinações de captadores, permitindo navegar entre timbres mais encorpados e sons mais definidos sem necessidade de grandes ajustes externos.
Hoje é o instrumento que mais acompanha os shows da Uskaravelho e grande parte dos trabalhos profissionais que realizo.
Yamaha RBX 375
Comigo desde: 2010
Captação: Humbuckers ativos
Circuito: Ativo
Afinação: Standard
Adquirido em São Paulo em 2010, o RBX375 marcou uma nova fase da minha sonoridade.
Enquanto o Bass Collection SB315 oferecia um timbre mais aberto e brilhante, o Yamaha trouxe exatamente o oposto: graves mais encorpados, médios fortes e uma resposta mais agressiva para pizzicato e palheta.
Durante muitos anos revezei os dois instrumentos conforme o repertório e o contexto da apresentação. Até hoje continua sendo um dos baixos mais presentes nos shows da Uskaravelho, especialmente quando busco um som mais pesado e definido.
Baixolão Tagima AB500 - Mahogany
Captação: Piezo + Pré de 4 bandas
Afinação: Standard
Utilizado exclusivamente nos projetos acústicos, o AB500 é meu principal baixolão atualmente.
Depois de experimentar diferentes modelos ao longo dos anos, encontrei nele o equilíbrio ideal entre conforto, projeção sonora e praticidade. Seja ligado ao sistema de som ou utilizado em ambientes mais intimistas, entrega o timbre acústico que procuro para apresentações unplugged e formações reduzidas.
Meu Setup Atual
Depois de muitos anos testando combinações de pedais, amplificadores e processadores, meu setup atual foi simplificado para oferecer praticidade, consistência e qualidade sonora em qualquer palco.
O sinal começa no transmissor Shure PGXD4, segue para o pré-amplificador AMT Bass Crunch BC-1, responsável pela base do meu timbre, e então entra na Valeton GP200 LT, onde concentro os amplificadores, drives, compressores e efeitos de modulação.
A simulação de caixas e respostas impulsivas (IRs) fica a cargo de uma M-Vave IR Box dedicada. Optei por utilizar os IRs fora da Valeton pela facilidade de gerenciamento, troca rápida de arquivos e controle independente dos cortes de graves e agudos, permitindo ajustes mais precisos para cada palco ou sistema de som.
O sistema também conta com um pedal Talkback Martins, utilizado para comunicação interna com a banda e direção de palco durante as apresentações.
Toda a alimentação da pedaleira é feita por uma Landscape IsoPower 4S, que fornece saídas isoladas de 9V, 12V e 18V com corrente suficiente para todo o conjunto, garantindo operação silenciosa e confiável.
O resultado é um setup compacto, leve e extremamente versátil, capaz de atender desde apresentações acústicas até shows de rock com grandes estruturas de palco.
Baixo → Shure PGXD4 → AMT Bass Crunch BC-1 → Valeton GP200 LT → M-Vave IR Box
Saídas:
Amplificador de palco (quando necessário)
Direct para a mesa de som (House Mix)
Sistema de monitoramento In-Ear
Instrumentos
Fender Modern Player Jazz Bass V
Ernie Ball Music Man StingRay 5
Yamaha RBX375
Bass Collection SB311
Bass Collection SB315
Tagima AB500 Mahogany
Wireless
Shure PGXD4
Pré-Amplificação
AMT Bass Crunch BC-1
Processamento
Valeton GP200 LT
M-Vave IR Box
Alimentação
Landscape IsoPower 4S
Voz
Talkback Martins
Microfone Shure SM58
Direct Box
Whirlwind IMP2
Amplificação
Warwick WA300
Caixa 2x10 + 1x15
Monitoramento
Anleon S2
KZ ZVX
KZ EDX Pro
Microfonação
Superlux FK-2
Meu setup continua em constante evolução. Alguns equipamentos entram, outros saem, mas a busca permanece a mesma: encontrar o melhor equilíbrio entre praticidade, versatilidade e personalidade sonora.